Lollapalooza Brasil 2025 atrai 240 mil pessoas e encerra edição com shows apoteóticos de Justin Timberlake e Tool
- Vivendo de Shows
- há 5 dias
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por Letícia Pinheiro, editora-chefe do Vivendo de Shows

Diversidade sonora marcou o festival, que contou com mais de 70 atrações e transformação do Autódromo de Interlagos em um epicentro cultural
Lollapalooza Brasil 2025 chegou ao fim após três dias de pura efervescência musical. Com um público total de 240 mil pessoas e mais de 70 artistas divididos em quatro palcos, o festival reafirmou sua posição como um dos principais eventos musicais do país. O encerramento deste domingo (30) trouxe uma programação diversificada, ativações de marcas, e uma atmosfera que misturou nostalgia, descobertas musicais e experiências imersivas.
Foram 36 horas de música, com 16 artistas estreando no Brasil, consolidando o Lollapalooza como um festival que conecta gêrações e impulsiona novas tendências. Com 20 mil lambe-lambes espalhados pelo autódromo, 44 marcas presentes e 47 ativações, o evento não se limitou às apresentações musicais, mas também ofereceu experiências visuais e interativas que marcaram o público.
Encerramento grandioso com Justin Timberlake e Tool
A última noite foi marcada por um encontro entre o pop e o metal progressivo. Justin Timberlake subiu ao Palco Budweiser para seu aguardado retorno ao Brasil, após oito anos sem se apresentar no país. Com coreografias afiadas e uma setlist repleta de hits como Summer Love, SexyBack e Mirrors, o cantor incendiou o público. Um dos momentos mais marcantes aconteceu quando Timberlake assinou o cartaz de uma fã na plateia, arrancando gritos e aplausos.
Para Gabriela Teixeira, fã de longa data do artista, o momento foi especial. “Estou muito animada, vim até uniformizada com a camiseta dele que eu mesma fiz. É o show mais esperado por mim, vim só por causa do Justin”, declarou.
Enquanto isso, no Palco Samsung Galaxy, o Tool fez sua estreia no Brasil com um show hipnótico, repleto de efeitos visuais e riffs pesados. A precisão instrumental e a energia enigmática de Maynard James Keenan conquistaram o público, especialmente com faixas icônicas como Schism, Parabola e Lateralus.
O vocalista Felipe Coelho, da banda cover Under Tool, destacou a complexidade de reproduzir as músicas da banda: “É um som progressivo que demanda muita agressividade e concentração. Ver o Tool ao vivo é uma experiência única”.
As grandes apresentações do último dia
O domingo de festival foi um caleidoscópio de sonoridades. No Palco Budweiser, Sofia Freire abriu o dia com seu som etéreo, seguida pelo indie melancólico do Terno Rei. Michael Kiwanuka emocionou com seu soul sofisticado, e o Foster the People manteve a energia alta com Pumped Up Kicks e Helena Beat.
No Palco Samsung Galaxy, Giovana Moraes brilhou com seu rock alternativo intenso, empolgando o público com Fala na Cara, hit que viralizou em 2024. Parcels, em sua primeira vez no Brasil, transformou o palco em uma pista de dança, consolidando sua conexão com os fãs brasileiros.
No Palco Mike’s Ice, a banda Charlotte Matou um Cara trouxe um show visceral, abordando empoderamento feminino no punk. Marina Peralta emocionou com seu reggae consciente e mensagens de luta social. A argentina Ca7riel & Paco Amoroso fez história como a primeira banda argentina a tocar no Lollapalooza Brasil, enquanto Bush resgatou clássicos do grunge. Fechando o palco, o Sepultura incendiou a plateia com um show brutal de sua turnê de despedida, encerrando com Roots Bloody Roots e Territory.
No Palco Perry, a eletrônica tomou conta, com sets vibrantes de Blond:ish, Any Mello e Charlotte de Witte, que transformou o encerramento em uma verdadeira rave.
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